Sunday, May 14, 2006

Bolonha chega tarde para nós; mas a tempo para o futuro.

Finalmente uma tentativa palpável de melhorar o sistema de ensino em Portugal. O processo de Bolonha conjuga uma série de formas de tornar o ensino superior equiparável àquele que é praticado em países como os Estados Unidos e Austrália e que permite a tantos abrir uma ou três portas em vez de apenas entreabrir janelas. É um salto que muitos pensam não estarmos preparados para dar; um avanço que poderá colocar o país numa fasquia mais alta e prestigiada se tudo der certo; só saberemos quando tentarmos.
E, de facto, parece que a tentativa está para breve. Cursos de licenciatura que já terminam em mestrado, renovações e mudanças no decorrer dos mesmos para os tornar mais semelhantes com aqueles que têm lugar no resto da Europa. Principais objectivos? Aumento da competitividade do sistema europeu de ensino superior e a promoção da mobilidade e empregabilidade dos diplomados do ensino superior no espaço europeu. Objectivos que, enquanto certamente requerendo um trabalho árduo, uma vez conseguidos provarão a eficácia do ensino e abrirão as ditas portas a estudantes de todo o continente.
O sonho de uma Europa Unida vem já de há vários anos e lentamente, parece estar a concretizar-se. Primeiro com a União Europeia e depois com a criação da moeda única, que tem vindo, sem dúvida, a facilitar a mobilidade no estrangeiro.
Estudos equiparados e com o mesmo corpo na maior parte dos países europeus vem permitir aos estudantes universitários uma maior facilidade de mobilidade dentro do continente, que se assemelha cada vez mais a um só país com diversos estados. O problema de programas como o programa Erasmus é exactamente esse de não oferecer equivalência na totalidade às cadeiras do país de origem, fazendo com que o estudante fique para trás nas mesmas e tenha de as voltar a fazer. A grande afluência ao programa vem, no entanto, demonstrar a vontade cada vez maior dos jovens conhecerem além fronteiras, de visitarem países vizinhos e de se misturarem com diferentes culturas. A maior parte dos estudantes Erasmus não vai tanto pelo estudo como por esta oportunidade de passar uns tempos fora de casa, de crescer, de voltar com novos valores e aptidões. O processo de Bolonha vem combinar uma maior equivalência com a oportunidade de conhecer novos horizontes. Os novos cursos vão permitir aos estudantes uma maior mobilidade dentro da Europa sem a preocupação de perder um ano de estudos.
Para além de influenciar a mobilidade, o novo programa de ensino vem trazer esperança no que toca a uma maior facilidade de encontrar emprego. Qualquer país da Europa será uma boa casa para um recém licenciado que não encontre o que quer a nível de emprego dentro do país de origem. Um estudante estrangeiro estará tão apto a arranjar emprego lá fora como um que tenha vivido no país toda a sua vida. Isto faz com que se gere um aumento da competitividade a nível europeu, o que trará consigo um maior esforço e uma maior motivação na aprendizagem por parte dos estudantes no intuito de conseguirem as melhores carreiras.
Penso que, se aplicado da maneira correcta, o processo de Bolonha vai finalmente fazer com que o estudante universitário se sinta útil. Vai trazer um maior sentido de orientação a quem não sabe bem o caminho a tomar e vai fazer com que o estudante sinta que tem um propósito e que uma carreira de sonho na profissão que escolheu pode já não estar tão longe como parecia. É caso para dizer que é uma pena que Bolonha não tenha decidido o mesmo à dez anos atrás e que a nossa geração já vá ficar pelo caminho.

Thursday, May 04, 2006

Tema do Seminário

Como tema do seminário a apresentar dia 3 de Junho, escolhi abordar o e-learning, um modelo de aprendizagem cada vez mais falado e utilizado por Universidades em todo o mundo. Sendo um tema demasiado vasto para detalhar em dez minutos, resolvi focar a minha atenção nos chamados "online degrees", procurados por aqueles que querem tirar uma licenciatura no estrangeiro sem sairem do seu país de origem. Será que vale a pena tirar um curso através da Internet? Ficará um indivíduo habilitado às mesmas saídas profissionais que outro com o mesmo curso tirado numa Universidade em tempo real? Será o e-learning o ensino do futuro ou está ainda longe de ter um impacto profundo na sociedade?
Outro tema em que pensei, e que está algo relacionado com o primeiro, tem a ver com a integração das tecnologias da comunicação no ensino no estrangeiro. No Verão passado, viajei até Toronto, no Canadá, para um curso de três semanas para melhoramento do inglês. Além da discilplina principal, achei curioso que o curso investisse nas aulas de e-lab, tendo desenvolvido um software próprio para os alunos. Nessas aulas era pedido que fizessemos pesquisa online relacionada com o tema em estudo, escrevessemos essays que posteriormente enviávamos por e-mail para serem corrigidas pelo nosso professor e outros da mesma escola, e contribuíssemos para um jornal online com histórias, poemas, etc.
A minha pesquisa irá centrar-se portanto nestes dois temas, resultando posteriormente na escolha de um em detrimento do outro ou numa possível combinação dos dois.